A construção a seco se consolida como alternativa aos métodos convencionais no Brasil e altera a rotina dos canteiros de obras. O sistema troca etapas executadas com água, cimento e agregados por componentes industrializados montados no local, o que modifica prazos, logística e a forma como cada elemento é fixado à estrutura. Diante desse movimento, o Âncora Group conta com a Âncora Fixação, que possui uma linha de produtos e atendimento direcionados a esse tipo de obra.
O avanço acompanha a industrialização da construção civil. Levantamento do Centro Brasileiro da Construção em Aço, divulgado em 2026 e referente ao ano de 2025, aponta que a produção de estruturas metálicas no país atingiu patamar 34,1% superior ao observado em 2020, com faturamento bruto de R$ 12,3 bilhões. O mesmo estudo mostra que 83,6% dos fabricantes projetam crescimento para 2026, indicação de que a demanda por soluções industrializadas segue firme.
"A construção a seco vem ganhando espaço no Brasil, principalmente porque o mercado está buscando soluções que tragam mais produtividade, rapidez e previsibilidade para as obras", afirma Rafael Bernardi, gerente de marketing do Âncora Group. De acordo com o executivo, sistemas como drywall, steel frame e wood frame permitem maior industrialização do processo, com componentes produzidos previamente e montagem mais rápida no canteiro.
Entre as tipologias mais difundidas, o drywall responde por paredes internas e forros, com perfis de aço galvanizado e placas de gesso acartonado em função de vedação. O light steel frame emprega perfis de aço galvanizado como elemento estrutural, com fechamento externo em placas cimentícias e interno em chapas de gesso, enquanto o wood frame utiliza madeira tratada de reflorestamento. As três soluções seguem a mesma lógica da construção a seco: montagem de peças industrializadas, com uso de água restrito à etapa de fundação.
A agenda ambiental explica outra parte do movimento. "Além disso, existe uma preocupação cada vez maior com a redução de desperdícios, o uso mais racional de materiais e a sustentabilidade das obras", complementa Bernardi. Ele acrescenta que o modelo possibilita um canteiro mais organizado e, em determinadas aplicações, reduz etapas e custos indiretos ligados ao tempo de execução.
A mudança de percepção entre arquitetos, engenheiros, construtoras e instaladores aparece como outro fator relevante. Conforme o gerente de marketing, a experiência acumulada ampliou a confiança no método, que deixou de ser visto apenas como alternativa para projetos específicos. "É uma obra mais rápida, mais limpa, igualmente segura como uma casa construída pelos métodos tradicionais e de muita qualidade", avalia.
Fixação define o desempenho do conjunto
Com a montagem mais rápida, a margem para improviso diminui. Em obras a seco, cada placa, perfil e revestimento depende de fixadores dimensionados para a aplicação, o que coloca esse componente entre as decisões técnicas centrais do projeto. "A escolha do sistema de fixação é um ponto fundamental na construção a seco, pois ele tem um papel importante no desempenho e na segurança de todo o conjunto", explica Bernardi.
A especificação exige atenção ao tipo de material, à espessura, à carga aplicada e às características de cada sistema. "Uma fixação inadequada pode comprometer a resistência, provocar movimentações, trincas ou até problemas de segurança ao longo do tempo. Por outro lado, quando se utiliza o produto correto e a instalação é feita de acordo com as especificações técnicas, o sistema tende a apresentar maior estabilidade, durabilidade e qualidade de acabamento", detalha.
Portfólio dedicado e atendimento técnico
Com mais de 34 anos de atuação na construção civil, o Âncora Group desenvolveu para a Âncora Fixação um conjunto de itens voltados às etapas desse sistema construtivo. O catálogo reúne parafusos para drywall e para perfis de light steel frame, produzidos conforme as normas ABNT NBR 15758, ABNT NBR 17235 e ABNT NBR 16970, além de parafusos para placas cimentícias, OSB e plywood, pregos, chumbadores, espumas, brocas e equipamentos de fixação a pólvora, a gás e a bateria.
O portfólio inclui ainda telas e arames para tratamento de superfície, fitas para tratamento de juntas e a membrana hidrófuga Ancorwrap, desenvolvida em polímero sintético para proteger estruturas em steel frame e wood frame contra água, vapor e intempéries. Os itens constam do catálogo técnico da companhia.
Segundo Bernardi, a trajetória da marca no segmento de fixação orientou a construção dessa linha. "Essa experiência, aliada ao relacionamento próximo com profissionais e empresas do setor, nos permitiu entender de forma mais profunda as necessidades e particularidades da construção a seco", afirma. Ele destaca também a estrutura de atendimento: "A empresa estruturou uma equipe comercial dedicada a esse mercado, com profissionais preparados para oferecer suporte técnico e orientar os clientes na escolha das soluções mais adequadas para cada projeto".
Capacitação entra na pauta do setor
Entre os pontos de atenção apontados pelo executivo estão a disseminação do método e a formação de mão de obra. "Por se tratar de um sistema que possui características, materiais e métodos de execução específicos, é fundamental contar com mão de obra tecnicamente preparada para garantir que as soluções sejam especificadas e instaladas corretamente, aproveitando todo o potencial da construção a seco", observa. Países como Estados Unidos, Japão e Canadá, segundo ele, já trabalham amplamente com esse modelo construtivo.
O potencial de expansão segue associado ao ritmo da construção civil e à procura por processos racionalizados. A versatilidade do sistema permite aplicação em obras residenciais, comerciais, fachadas e outros fechamentos, o que amplia o campo de atuação de fabricantes e prestadores de serviço. Nesse contexto, a combinação entre produtos normatizados e orientação técnica tende a definir quais fornecedores acompanharão o avanço do segmento no país.
Para mais informações, basta acessar: https://ancora.com.br/
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